Condenada de Chuck Palahniuk

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Sinopse: A filha de uma estrela de cinema narcisista e de um bilionário, Madison, é abandonada em uma escola interna na Suíça durante o Natal enquanto seus pais estão divulgando seus novos projetos e adotando mais órfãos. Ela morre de uma overdose de maconha - e a próxima coisa que sabe é que está no inferno. Madison compartilha sua cela com um grupo heterogêneo de jovens pecadores que é quase bom demais para ser verdade: uma líder de torcida, um atleta, um nerd e um punk, unidos pelo destino para formar a versão "six-feet-under" do filme favorito de todos. Madison e seus amigos caminham através do Deserto de Caspas e escalam a Montanha Traiçoeira de Unhas para enfrentar Satanás em sua cidadela. Todos os doces que servem como moeda no inferno, não podemos comprá-los.

Na realidade eu já tinha visto o livro, mas não em comprá-lo afinal julguei muito o livro pela capa. Fui influenciada por um amigo da antiga faculdade a lê-lo, porém a capa ainda me incomodava demais da conta até que eu li e seria legal ver algum trabalho do Chuck porque claramente eu já tinha ouvido falar de por conta do Clube da Luta, sabia o final do mesmo, no entanto nada dele havia sido lido por mim até o momento.


"Meus pais tinham boa intenção, mas de boas intenções e golpes publicitários o Inferno está cheio."

O que achei do livro: : Está aí, Satã? Sou eu, Ingrid #REFERÊNCIAS. É bem enfadonho que ela fique por uma boa fatia do tempo reafirmando a quarta parede que está morta, será que foi feito para ser irritante ou porque de certa forma ela tentar afirmar que está morta para si mesma? Assim como gosta de reafirmar como sua memória e dicção são primorosas. Toda curiosidade que possuía sobre este e o que proferi nas primeiras impressões voaram para Nárnia, tudo se tornou  um ciclo vicioso, explicados sem deixar de ser maçantes. Pensei por várias vezes encurtar meu sofrimento e parar logo pelo meio, mas continuo sendo teimosa lendo tal estória, afinal apesar de ter muitas partes que não me agradaram (deixo aqui por escrito que é somente minha opinião) há um humor ácido e negro que traz questionamento mesmo que circular você pensa em coisas como uma parte bem no começo em que se fala do fazer o bem só quando alguém está olhando. Enfim, como em um trecho da música Quatro vezes você do Capital Inicial: O que você é quando ninguém te vê fazendo? Ou o que realmente queria fazer se ninguém pudesse te ver, ou seja, quem és de verdade, não é a imagem que vende aos outros. Se o livro não for lido com certo entendimento que não foi feito para ser amado e ele pode ser nojento, tóxico. Afinal possui mensagens de ódio. Por fim, gostaria de dizer que é um livro para incomodar, a Terra tão é o inferno, as pessoas, os pensamentos, sua vida, tudo pode trocar de lugar com essa figura emblemática se esse lugar quentinho e é com essa acidez do Chuck que o livro problematiza questões, infelizmente de forma rasa (pelo menos para mim) para ver se com uma tapa na cara a população mundial muda, será que você faz sua parte?

Primeiras impressões: A vida de Madison com os pais parece um porre (perdoe não pensei em outra palavra para descrever); cheio de coisas materiais, mas ainda assim cheia de elementos e pessoas vazias. Creio e espero que essa coisa toda seja só uma ironia bem usada para uma crítica. Exemplo: "Ela pode estar ao mesmo tempo em todos os lugares e em lugar nenhum”. Os pais da fanática pelo Clube dos 5 até o momento deve uma boa parcela de participação no livro. A "neta" de Woodystock não é nada muito carismática, porém estou curiosa pela história a mim com comum.


"Se o Inferno, como os antigos gregos dizem, é um lugar de remorso e lembranças, então estou lentamente conquistando isso."

Impressões finais: Sartre estaria certo ao dizer que "O inferno são os outros", será mesmo? Ou será que é você que antes de qualquer um já está apontando pontos para si mesmo? Ser honesto não dói talvez em algumas situações seja vergonhoso, mas com certeza é melhor do que o peso de mentir. E mentir baby é enganar todo mundo até você mesmo.

Sobre o autor: Chuck Palahniuk (nascido em Pasco, Washington a 21 de fevereiro 1961) é um escritor residente em Portland, Oregon. O seu trabalho mais popular é Clube da Luta no Brasil, que foi posteriormente adaptado para cinema.

Os personagens na obra de Palahniuk são indivíduos que, de uma ou outra forma, foram marginalizados pela sociedade, frequentemente reagindo com agressividade autodestrutiva. A narrativa nos livros de Palahniuk começa, não raramente, no seu fim cronológico, com o protagonista a recontar os eventos que conduziram ao ponto que forma o princípio do livro. Por bastantes vezes há um ponto de viragem da história, na forma de uma revelação inesperada perto do fim. O estilo de Palahniuk é caracterizado pelo uso e repetição de frases curtas plenas de humor cínico ou irônico. O autor gosta de descrever o seu estilo como Ficção transgressional. Em 2003, foi realizado por membros do site oficial do autor um documentário em filme sobre a sua vida, chamado Postcards from the Future: The Chuck Palahniuk Documentary. O site oficial, "The Cult" (O Culto) como se autointitulada, iniciou uma oficina de escrita onde o próprio ensina os seus truques. Todos os meses o autor escreve um ensaio sobre um dos truques (ensaios estes que serão compilados num livro sobre escrita minimalista). É um autor muito dedicado aos seus fãs como pode ser observado no site oficial.

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