A história ainda vai a meio – Autor: Miguel Ricardo Simões

segunda-feira, 26 de março de 2018


Sinopse: Isto é uma carta para ti, meu amor. Quem te escreve sou eu enquanto falas comigo sobre outra coisa que em nada tem a ver. Desculpa-me. Perdoa-me. Não sei se te amo.
Não sei se o que sinto por ti é atração. É paixão. É amor ou ódio de te perder. É não saber o que fazer com tanto amor e depositar em ti a ideia de minha amada. É saber que vou morrer sozinho, mas ficar perturbado e vir a correr para os teus braços. Não sei se é a ideia de acabar sozinho. Não sei sequer se é a ideia que alguém como tu acabe sozinha. Não sei se é da tua beleza. Se é da tua estranheza. Ou se é da minha. Não sei se é uma vitória ou uma derrota. Não sei se te estou a prender a ti ou tu a mim. Não sei qual de nós é o mais livre. Não sei se és boa de mais para mim ou eu bom demais para ti. Não sei sequer se me amas. Não sei se é dos teus olhos ou da ausência deles. Não sei se é da proximidade ou da antítese. Não sei se é amor. Não te conheço, sabes? Acho que não te conheço. E acho que tu não me conheces. Porque sim, é necessária uma atração interior. Mas eu preciso de te ver. Oh! Se preciso! Um incrível romance de Miguel Ricardo Simões que promete comprometer os mais cépticos a sentimentos mais profundos através de sua escrita arrebatadora.

Um pouco sobre a história: O livro é, basicamente, dividido em seis partes, sendo elas poesia e prosa sobre amor, desamor e reflexões.
No decorrer dos poemas e prosas o autor trata de diversos temas alocados dentro da realidade do cotidiano do poeta.
A parte 01 são poemas sobre amor; parte 02: prosas sobre amor; parte 03 poesia sobre desamores; parte 04 sobre desamores em prosa; 05: poesia sobre reflexões e, por fim, mas não menos importante, a 6ª parte que aborda reflexões em forma de prosa.

Primeiras impressões: Os primeiros poemas, essencialmente, sobre amor e paixão são abordados de forma intensa, completamente entregue ao significado do sentimento na visão do poeta que, entre querer buscar o melhor dele e da pessoa amada acaba por desvendar o pior dos dois.
Na parte 03 do livro encontrei algumas coisas em espanhol o que me deixou bastante feliz, é bem difícil encontrar autores que conseguem caminhar entre prosas e poesias com tamanha facilidade e, mais ainda, em diversos idiomas diferentes, tornando o trabalho de Miguel cada vez mais curioso e elaborado.
A parte reflexiva aborda, justamente, a idéia de como é difícil encontrar o amor verdadeiro, poucas pessoas no mundo conseguem viver um conto de fadas inspirado na Cinderela. Além, evidente, de temas como felicidade, esforço, determinação, viagens, músicas, estações do ano, etc.
O autor, como poeta, é completamente versátil e consegue filosofar sobre cada coisa da nossa vida e do nosso cotidiano.

Impressões finais: A obra de Miguel, em grande parte, nos remete aquela sensação que os bucólicos têm ao observar a lua, a sensação do macabro contraposta ao amor. Alguns textos falam, também, em lágrimas, dor, sofrimento e a forma como o poeta lida com esses sentimentos. Aqueles que o incomodam ele simplesmente abandona, se livra, enquanto os sentimentos bons, ele tende a refletir.
Outro pronto interessante é justamente nas passagens em que o autor fala sobre desamores, fiquei realmente impressionada com as antíteses muito bem elaboradas e construídas no conjunto de sentimentos, eu consegui perceber a plena confusão do poeta com seu próprio coração.
Por fim, diferente dos demais, o poema que mais me chamou a atenção foi, justamente, um que traz uma critica contundente a vizinhos bisbilhoteiros.

Sobre o autor: Miguel Ricardo Simões, 20 anos. Residente na cidade que dá pelo nome de Entroncamento, Portugal. No entanto, estuda em Setúbal, uma cidade perto de Lisboa. Está a tirar Licenciatura em Engenharia Informática. Não obstante,
o amor dele não são só os computadores. Também adora ler e principalmente escrever. Se lhe perguntassem o quê, seria sem dúvida textos para reflexão pois ele gosta de refletir e meter os outros a refletir.

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