Aprendendo a viver de Júlio Emílio Braz

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Sinopse: O cinza do inverno interminável em que naufragaram nossas vidas desde que mamãe soube que estava com AIDS pouco se dilui, desfez-se como coisas sem maior importância na claridade de nossos sorrisos...
Mamãe está bem viva, digo em mim para mim mesma. Viva e, pode apostar querendo lutar com unhas e dentes pela vida, cheia de entusiasmo.

Respirei fundo e corri para o mundo, pois a vida não espera por ninguém.

Minha paixão por livros chegou até o ouvido dos amigos da minha mãe, há um tempo, talvez além e eu não saiba. Enfim, quando li o nome pus em minha cabeça que talvez fosse daqueles de auto-ajuda boring toda vida, mas dei chance ao livro e cá estou eu relendo para resenha.

O que achei do livro: Emocionante! Talvez seja por ser um livro diferente do que costumo resenhar, ele tenha me deixado em estado de graça tão fortemente. Nada de casais e histórias com finais felizes clichês. Claudia se faz narradora da vida de sua família, pondo sua mãe como a protagonista de uma história sem vilões bafônicos, somente o acaso na roleta russa da vida (acho que filosofei). A história não maquia nada, pelo contrário mostra vividamente os questionamentos, conceitos errôneos no entanto engana-se quem pensa os temas tornam a obra mórbida e penosa, a maioria das verdades é que se trata de uma celebração a vida! #carpediem 

Tem um trecho de música que me lembrei enquanto lia o livro e que acho se encaixaria num encorajamento tanto para as personagens quanto para você me caro leitor se chama Jamais será tarde de mais de uma banda chamada Rosa de SaronSó sei que jamais será tarde demais / A dor e o temor nunca serão fatais /Cada ferida vai cicatrizar, no mesmo lugar, uma nova pele vai se formar/ O amor pode te tocar em qualquer momento

Primeiras impressões: A narradora (Claudia) mostra como é difícil a mãe abordar o assunto com as meninas, suas filhas Claudia e Isabel, quando o medo engole a vontade mesmo que ela tente não consegue; também mostra que a vida não para mesmo quando tudo parece fatigante, ela continua acontecendo sem trégua.
" O medo sufoca a gente não deixa a gente viver, fazer o que quer fazer"
Impressões finais: Acho que uma fala dos meados do livro pode sintetizar tudo que pensei após apreciar esta obra: "Por mais que se fale, tem gente que não quer nem saber! Acho que quando tudo é muito feio, as pessoas preferem nem ouvir falar. A própria camisinha ainda é olhada de banda. Ainda encontramos muitas pessoas que associam o seu uso à safadeza e imoralidade. Garota com camisinha na bolsa ganha logo fama de galinácea ou ouve outros nomes ainda piores. Preconceito, isso, sim é o que encontramos com quem diz "não tenho preconceito"."

Sobre o autor: É um ilustrador e escritor de literatura infanto-juvenil, autodidata. Sua carreira literária começou quando estava a ficar desempregado.
Júlio nasceu em Manhumirim, MG, começou a escrever pequenas histórias com 7 anos, começou a escrever profissionalmente aos vinte e um anos. Segundo Júlio, sua paixão sempre foi história, apesar de não poder concluir o curso de História, e acabou formando-se em Contabilidade.
Ele escreveu desde roteiro para histórias em quadrinhos (publicadas no Brasil, Portugal, Bélgica, França, Cuba e EUA) até livros de bolso de faroeste, com diversos pseudônimos.
Após receber elogios, começou a se destacar, tendo novas oportunidades para publicar seus contos em algumas editoras. Escreveu romances de faroeste com 39 pseudônimos diferentes. Depois de começar a escrever livros ficou conhecido mundialmente e ganhou prêmios como o Austrian Children Book's Awards e o Blue Cobra Award do Swiss Institute for Children's Books. Desde então, Júlio passou a escrever comédias, suspense e ação. Um de seus livros de mais sucesso é "Esperando os Cabeças Amarelas".
Na televisão, escreveu quadros para o programa Os Trapalhões, da TV Globo, e uma telenovela em dez capítulos para uma emissora do Paraguai. É autor de livros infanto-juvenil, entre eles Saguairu, que obteve o Prêmio Jabuti em 1989. Entre suas outras obras, destacam-se os livros "Uma Pequena História de Natal", "Anjos no aquário", "Crianças na escuridão", "Felicidade não tem cor" e "Corrupto". Escreveu em parceria com a escritora Léia Cassol a obra "Uma História Apaixonada & A Gota: uma biografia bem apressada."
Hoje tem por volta de 169 livros publicados, todos destinados a crianças e adolescentes. A obra Crianças na Escuridão já foi traduzida para o alemão e para o espanhol.


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