Quero ser Beth Levitt (Autora Samanta Holtz)

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018


Sinopse: Amelie Wood perdeu os pais aos doze anos e, desde então, vive em um abrigo de meninas. Com a chegada do seu décimo oitavo aniversário, ela vive agora o temido e esperado momento de deixar o lugar que a acolheu por toda a adolescência para enfrentar o mundo em busca dos seus sonhos. Seu bem mais precioso é o velho exemplar do romance que sua mãe lia para ela, na infância. "Doce Acaso" contava a história de Beth Levitt, uma jovem que, como ela, amava o balé e tinha a vida transformada ao conhecer o príncipe Edward. Amie suspira ao reler incansavelmente aquelas páginas, imaginando quando o príncipe da vida real baterá em sua porta... Por isso, ao soprar as velas, não tem dúvida quanto ao seu pedido: "Quero ser Beth Levitt". Através de grandes coincidências e uma trajetória que ela jamais imaginaria, Amie se vê, de repente, no fascinante mundo do cinema, cara a cara com o príncipe mais lindo que sonharia encontrar e lutando para se esquivar da maldade de muita gente invejosa, contando, para isso, com sua melhor arma: um coração puro.
Quem nunca quis ser bailarina ou viver um conto de fadas épico?
Na Bienal do livro de 2016 em São Paulo tive o prazer de conhecer pessoalmente a autora Samanta Holtz. Eu já tinha lido algumas coisas sobre ela e “Quando o amor bater à sua porta”. Então consegui que ela autografasse um marcador de página para mim.
Depois, por um golpe de sorte comecei a conversar com a Sam e descobri que além de ser uma escritora maravilhosa, a Samanta é também um amor de pessoa.
Foi quando comprei Quero ser Beth Levitt e meu amor pela escrita da Samanta só aumentou. Junto com o livro, a autora me enviou três kits de marcadores autografados que depois precisei pedir mais já que teve uma baita briga entre as minhas amigas (acreditem se quiser).

Agora vamos ao que interessa...

Um pouco sobre a história: Amelie Wood é um a garota simples, criada em um orfanato desde que sua mãe faleceu, Amelie teve a vida marcada por várias tragédias, mas isso não a impediu de sonhar e, seu principal sonho era nada menos do que viver na pele a história do seu livro preferido “Doce Acaso”, um antigo romance protagonizado por Beth Levitt, uma jovem bailarina com muitos sonhos e poucos recursos, que vê a vida mudar por completo na noite em que, sentada nos degraus em frente à sua casa, atira no chão o anel que ganhara de um sedutor mentiroso com quem iria ao baile, naquela noite e um rapaz que passava pela calçada devolve a jóia. Encantada, Beth aceita a gentileza, sem imaginar que aquele com quem dançaria a noite toda – e por quem se apaixonaria perdidamente – era ninguém menos que o príncipe Edward.
Amelie passou grande parte da infância encenando momentos do livro e, até mesmo, sonhando com ele. Foi então que completou 18 anos e teve que deixar o orfanato e todas aquelas meninas que ela chamava de amigas. O problema é que o mundo pode ser extremamente complicado para uma garota que viveu praticamente trancada durante a adolescência e não conhece as malicias da vida.
Então chega o momento em que Amie tem que buscar sua independência levando consigo nada menos do que a casa que foi de seus pais e um currículo extremamente vazio.
Quando a garota decide procurar emprego, ela tropeça no que poderia ser a oportunidade de viver o que sempre sonhou, um olheiro a leva para um teste de uma campanha publicitária que nada mais era do que a escalação para a adaptação cinematográfica de “Doce Acaso”. E melhor, o protagonista seria Chris Martin, ator preferido de Amie.

Primeiras impressões: Já na primeiras páginas senti meu nariz coçar e arder várias vezes, como quando alguém tenta segurar o choro, sabe? A história de Amelie é linda, cheia de momentos de incerteza. Percebi uma menina pura, verdadeiramente pura, somado ao talento que Amie descobre que tem durante algumas cenas. Além, obviamente, de saber seu livro preferido de cor.
É claro que é um romance e como todo bom romance, as situações na vida de Amelia vão acontecendo lentamente, extremamente bem narradas e detalhadas, desde Amie esfregando os olhos quando acorda, até fugindo de algum doido na rua.

“Quando você tem um sonho, nenhum medo ou obstáculo pode ser maior que ele - falou com a voz firme. — Vencer depende de você, e de mais ninguém. Então levante a cabeça e lute, em vez de se esconder do mundo!”

Impressões finais: Nem sempre temos o prazer de ler ou ouvir histórias tão delicadas como a de Amelie Wood, doce e com aquela sutil leveza como esse romance escrito pela Samanta. Confesso que grande parte do livro eu queria terminar depressa, até porque é uma história longa e muito rica em detalhes, m as quando rumei para as ultimas páginas senti meu coração apertar.
Gostei da forma como Amie lida com diversas situações do dia-dia, por ser inocente – mas não aquela inocência forçada e sim algo natural, quase infantil – busca fazer as coisas do jeito certo. Me tocou a forma como a personagem lembra da sua família até as ultimas páginas e m ais ainda, saber que Amelie não perdeu o jeito quando começou na carreira artística beirando a fama que certamente viria.

Sobre o Chris, só tenho uma coisa a dizer: entendo porque Amelie era encantada por ele antes de conhecê-lo, ele me fez sentir cada suspiro que Amie deu.
Fora isso, a capa é fantástica e me deixou com vontade de fazer aulas de balé de novo (abandonei aos 8 anos de idade), porque eu, realmente, Quero ser Beth Levitt.

“Se fossem fáceis não seriam sonhos. Nem valeriam a pena”

Sobre o autor: Samanta Holtz nasceu em 1987, no Dia Mundial do Livro, 23 de abril. Publicitária de formação, aprendeu a ler sozinha aos 5 anos, pois era enorme sua vontade de entender as histórias que a mãe lia para ela. Aos 9, ganhou o primeiro prêmio por escrever, ao vencer o concurso de redação de sua cidade, Porto Feliz, no interior de São Paulo. Sua primeira publicação aconteceu em 2012, com o romance de época O pássaro (Novo Século), vencedor dos prêmios de votação de público e júri técnico no concurso Destaques Literários 2012, promovido pelos blogueiros literários brasileiros. Em 2013 publicou Quero ser Beth Levitt e, em 2014, Renascer de um outono (ambos pela Novo Século). Em 2014, recebeu o Prêmio Anita Garibaldi, com a nomeação de Escritora Humanitária. É colunista das revistas Terraço e Zero15, de sua cidade, colaboradora do site Novos Escritores e tem um fã-clube, o Loucos por Samanta Holtz. Estréia agora na Editora Arqueiro com o apaixonante romance Quando o amor bater à sua porta.


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