Um dia - David Nicholls

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Sinopse: Podemos viver toda a vida sem nos apercebermos de que aquilo que procuramos está mesmo à nossa frente.
15 de julho de 1988. Emma e Dexter conheceram-se na noite que acabaram o curso. No dia seguinte, terão de seguir caminhos diferentes. Onde estarão daqui a um ano? E no ano depois desse? E em todos os anos que se seguirão?
Vinte anos,duas pessoas, um DIA.

"Dexter se sentia incapaz de fazer qualquer coisa pensando que ela estava infeliz."

Como havia deixado claro faz um tempo tenho mania de ver filmes antes dos livros, gosto que um não estrague a magia do outro, afinal todas as artes são especiais. Eu me lembro de ter pegado para ver pela primeira de muitas vezes esse filme quando já estava começando e eu não fazia ideia sobre o que era só que tinha a Anne Hathaway que sou hiper fã, mas o final do filme eu sempre entendia diferente de todo mundo e foi assim que cheguei a um exemplar, não igual o de cima. Mas o que importa é o conteúdo. Vamos lá, partiu resenhar este livro!

O que achei do livro: Amei! Mas sério veja o filme antes, pois é bem ler com referências visuais, não falo só dos personagens, mas também das mudanças de 88/89 até os anos 2000 (pelo menos para a minha pessoa foi bem legal). Entretanto agora falando deste terceiro livro de David Nicholls e a única obra do autor que eu gostei até agora.
Iniciando pelos personagens centrais: a personagem da Emma super representa a gente, ficamos muitas vezes estagnados esperando algo de super extraordinário ocorra no nosso universo e caia de pára-quedas em nossas mãos; já Dex meio é aquilo que 9 em cada 8,5 pessoas querem da vida pondo a fé que sexo, fama e grana são a formula da felicidade. E isso faz com que os personagens não só bem estruturados, se tornem reais você pensa que vontade de bater neles e depois pense peraí me identifico o tapa devia ser em mim! Uma coisa que é ótima é perceber que diferente da cinematografia Emma tem uma vida e ela não gira por todo sempre em volta de Dexter.
Referências: O filme e cheio delas seja mostrando o que era sucesso em cada época do decorrer da história lhe pondo em cada “universo temporal” divergente afinal são duas décadas meu bem.
E por fim não é uma história que te poupa, toda ação tem uma reação, sem poupar os personagens ou o leitor. Deixando claro que, Dex e Em, Em e Dex é super real e possível que tenha acontecido, claro que não de forma semelhante à obra, porém bem perto disso!
 
"Você é linda, sua velha rabugenta, e se eu pudesse te dar só um presente para o resto da sua vida seria este. Confiança. Seria o presente da Confiança. Ou isso ou uma vela perfumada."
Primeiras impressões: Além da clara tensão sexual que havia entre os dois amigos, outra coisa que deu para sentir foi como os personagens eram bem construídos, não só Dex e Em com suas vidas contadas um dia por ano e sim todas as pessoas que passam ou ficam por suas vidas; Dexter quero te bater muitas vezes até agora!
Impressões finais: Sobre esta leitura que é uma das minhas favoritas da vida, acho que poderia falar várias coisas ou simplesmente deixar por conta dos Paralamas do sucesso com os versos de Cuide bem do seu amor
"Eu quero meu melhor amigo de volta, porque sem ele nada é bom e nada está certo."

Sobre o autor: 
Formado em literatura e teatro inglês, optou pela carreira de ator e recebeu uma bolsa na American Musical and Dramatic Academy de Nova York. De volta a Londres, atuou em espetáculos teatrais no Battersea Arts Centre, The Finborough, West yorkshire Playhouse e Birmingham Repertory Theatre. Entre uma peça e outra, em Londres, Nicholls trabalhava como vendedor na rede de livrarias Waterstone's, em Notting Hill. Após trabalhos freelance, conseguiu emprego como leitor de peças e pesquisador da BBC Radio Drama, o que o levou á edição de roteiros na London Week Television e na Tiger Aspect Productions. Nessa época, começou a escrever e adaptou a peça de Sam Shepard, Simpatico, que se tornou um filme estrelado por Sharon Stone e Nick Nolte, em 1999. 


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