A laranja mecânica – Antony Burgess

terça-feira, 14 de novembro de 2017


Sinopse: Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma resposta igualmente agressiva de um governo totalitário. A estranha linguagem utilizada por Alex - soberbamente engendrada pelo autor - empresta uma dimensão quase lírica ao texto. Ao lado de "1984", de George Ornwell, e "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley, "Laranja Mecânica" é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século XX. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick, é uma obra marcante: depois da sua leitura, você jamais será o mesmo.

Já tinha assistido a famosa adaptação para o cinema no meio de um monte de filmes de horror que eu gostava quando adolescente, não que eu não goste mais, mas com o tempo aprendi a apreciar outras formas de arte também. De qualquer modo eu nunca tinha tido vontade de ter ou ler a obra original até ver a edição de capa dura lançada pela editora Aleph em comemoração aos 50 anos da obra. Ai meu coração bateu mais forte.

Um pouco sobre a história: O livro narra a história de Alex, um garoto de 15 anos, integrante de uma gangue de delinquentes juvenis que gastam seu tempo livre depois da escola dedicados a cometer crimes, como roubos, espancamentos e estupros, por pura diversão.
A situação na cidade está tão caótica que em uma noite comum para os garotos Alex, Tosko, Pete e Georgie ao assaltarem a casa de uma senhora a polícia chega ao local e Alex é traído pelos amigos. O adolescente é detido e condenado a quatorze anos de prisão. 
O problema é que a prisão não é tão simples como Alex imaginava que seria e na tentativa de diminuir sua pena ele acaba topando ser submetido a um novo tipo de tratamento que tecnicamente o reintegraria a sociedade, chamado “Técnica Ludovico”.

Primeiras impressões: O livro é dividido em três partes, a primeira parte narra toda aquela vida bandida que Alex levava com os amigos e como a sociedade e as gangues se portavam. A segunda narra o período na prisão e sob o tratamento Ludovico que nada mais era do que um tratamento de choque, que funcionava como uma terapia forçada garantido ao preso fortes sensações e mal estar diante de violência. E, por fim, a terceira parte é o momento em que Alex é inserido de volta à sociedade.
O filme: Adaptação do livro para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick, segue o link do trailer aqui.

Impressões finais: O livro retrata um sociedade aterrorizada pela juventude moderna, com adolescentes extremamente agressivos e maldosos, com suas própria gírias e problemas (qualquer semelhança com o mundo atual é mera coincidência). Uma peculiaridade interessante é que o autor, Burgess, criou um tipo de linguagem peculiar que causa estranhamento ao leitor. Além, obviamente, da parte totalmente freak consistente no tratamento experimentado por Alex.
A minha versão da obra é uma edição comemorativa de 50 anos da publicação do livro lançada pela editora Aleph de capa dura, esta editora optou por traduzir algumas palavras do vocabulário diferenciado de Burgess trazendo um glossário no final do livro.
No geral a leitura é interessante a pesar de cansativa por conta das inúmeras gírias criadas pelo autor, fazendo com que o leitor force sua imaginação para entende-las no contexto e, sem deixar de mencionar, um pouco perturbadora já que as cenas que incluem o tratamento de Alex são bastante pesadas, eu mesma cheguei a enjoar algumas vezes lendo, o quer me causou, certamente, mais emoção.

Sobre o autor: John Anthony Burgess Wilson nasceu no dia 25 de fevereiro de 1917 em Manchester e morreu em 22 de novembro de 1993 em Londres. Ele foi escritor, compositor, tradutor e crítico. Parte de sua obra ainda permanece no anonimato, e é conhecida por forte sátira social. Burgess tinha como grande influência James Joyce, assim como Jacobson. Ele é conhecido sobretudo por Laranja Mecânica (1962), porém escreveu 33 romances, 25 obras de não ficção e duas auto-biografias.

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