O lado bom da vida - Matthew Quick

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Sinopse:Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele "lugar ruim", Pat não se lembra do que fez para ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis um "tempo separados".  Tentando recompor o quebra-cabeça de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar a realidade que não parece promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, sua esposa negando-se a aceitar revê-lo e seus amigos  evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora um viciado em em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e  reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom dia da vida. Tendo a seu lado excêntrico ( mas competente) psiquiatra Dr. Patel e Tiffany, a irmã viúva de seu melhor amigo, Pat descobrirá que nem todos os finais são felizes, mas que sempre vale a pena tentar mais uma vez.
Um livro comovente sobre um homem que acredita na felicidade, no amor e na esperança.


Eu ouvi falar do nome acho que com o trailer  do filme com Robert de Niro, Bradley Cooper e Jennifer Lawrence. Mas dessa vez não cheguei a ver o primeiro como o de costume kkkkkkk. Então voltando à história de como cheguei ao exemplar, foi no final do meu primeiro período de psicologia, ganhei no amigo oculto junto a mais um. 

"Não quero ficar no lugar ruim, em que ninguém acredita no lado bom das coisas, 
no amor ou em finais felizes."

O que achei do livro: Amei apesar de ser surpreendente, Pat é diferente do normal para nós, o que me irritou algumas vezes, é sistemático quase robótico, talvez seja por isso que tinha visto resenhas negativas ao livro, porém para um cara que vive numa comunidade engessada, por exemplo, o pai que mau fala com ele, sempre mal humorado, amor pelo time de futebol americano. É tudo em doses diferentes para uma pessoa com bipolaridade recém chegada de alguns anos no lugar ruim (como ele chama a clínica psiquiátrica), ele reage diferente de pessoas ditas sadias.
E vamos lá, que sempre tem personagens secundários que chamam minha atenção e aos meus olhos roubaram a cena: Tiffany e o terapeuta de Pat. São personagens que poderiam ter tido mais espaço, eu teria amado.
Apesar da convivência com os pais (por causa do pai porque a mãe, eu tenho vontade de apertar as bochechas), amor pelos Eagles, amnésia, ideia fixa na esposa Nikki que não tem muitos fãs na casa dos Peoples com esse combo todo e ceder à manipulação de Tiffany, ele ainda é o personagem capaz de dar um show de entendimento de mundo com umas frases que devíamos refletir e pôr em prática.
Primeiras impressões: Achei bem mala na verdade ao mesmo tempo em que tive pena dele, com a fissura de consertar tudo que não foi até então no casamento na esperança de reatar.
Impressões finais: Que devemos ser mais gentis do que tentar ter razão.

Sobre o autor:
Matthew Quick era professor na Filadélfia, mas decidiu largar tudo e, depois de conhecer a Amazônia peruana, viajar pela África Meridional, trilhar o caminho até o fundo nevado do Grand Canyon, reviu seus valores e, enfim, passou a dedicar todo seu tempo à escrita. Ele, então, fez MFA em Creative Writing pelo Goddard College e voltou para a Filadélfia, onde mora com a esposa. Quick é autor de três romances além de O lado bom da vida e Perdão, Leonard Peacock, e recebeu várias críticas elogiosas e importantes menções honrosas, entre as quais destaca-se a do PEN/Hemingway Award.

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