Estrelas Perdidas – Claudia Gray

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Sinopse: Ciena Ree e Thane Kyrell se conheceram na infância e cresceram com o mesmo sonho: pilotar as naves do Império. Durante a adolescência, sua amizade aos poucos se transforma em algo mais, porém diferenças políticas afastam seus caminhos. Thane se junta à Aliança Rebelde e Ciena permanece leal ao imperador. Agora em lados opostos da guerra, será que eles vão conseguir ficar juntos?


Véspera de aniversário 3.0 (porque sim, eu trintei) foi quando ganhei esse belo exemplar de Estrelas Perdidas. Na verdade eu já queria esse livro há algum tempo, mais precisamente desde que fui com as minhas amigas a um encontro do Conselho Jedi SP pouco antes do lançamento de O Despertar da Força. Eu já tinha comprado uma coleção considerável no site do Submarino, numa promoção de aniversário e tinha pago bem barato nos meus livros, mas o Estrelas Perdidas não estava entre eles. Daí que na véspera do meu aniversário minha amiga Camila me perguntou o que eu queria de presente, e como sempre respondo disse a ela: livros. Foi quando ela me disse que tinha um exemplar de Estrelas Pedidas e perguntou se eu queria. Pensem numa criancinha de cinco anos pulando que nem doida no parquinho quando vê o moço do algodão doce passar... pensaram? Porque foi exatamente assim que o exemplar da Camila veio morar na minha casa.
Como tudo de Star Wars me interessa muito, comecei a me aventurar pelo Universo Expandido e adivinhem só o que eu encontrei?
Isso mesmo, muito mais amor, diversão e boa leitura!
Um dia desses conversando com a autora Priscila Cruz, decidimos dar andamento as nossas obras compradas de Star Wars, porém ainda não lidas e escolhemos nada mais nada menos do que Estrelas Perdidas da autora |Claudia Gray para começar!
Obs: Claro que eu terminei o livro em um dia e a Pri ainda está lendo e deve demorar mais uma semana ‘-‘

Bem vindos a uma nova leitura de Star Wars!

Um pouco sobre a história: Já devo adiantar que a história começa logo após o episódio 03 (já que os personagens tem idade aproximada de Leia Organa e Luck Skywalker) e termina em meados do final do sexto episódio (O retorno de Jedi).
O inicio do livro conta exatamente a infância de Ciena Ree e Thane Kyrell, dois habitantes do planeta Jelucan localizado na orla exterior da galáxia e que, em contrapartida, apóia o império.
Vamos aos fatos: Ciena pertence a uma família da primeira leva de habitantes de Jelucan, famílias que foram para o planeta fugidas do caos instalado com o final do governo republicano e inicio do imperialista. Esta famílias vivem da pecuária e agricultura, e foram morar nos vales de Jelucan prezando a honra acima do dinheiro e de bens materiais.
Thane, por sua vez, mesmo sendo habitante do planeta Jelucan, como Ciena, teve uma criação bastante diferente da garota, sua família é descendente da segunda leva de habitantes formada, na maioria das vezes, por aristocratas ambiciosos que extraem os minérios do planeta.
E, mesmo com todas as diferenças culturais entre eles, ambos se conhecem e se tornam grandes amigos desde muito jovens, com o mesmo sonho: sair de Jelucan e serem pilotos da frota imperial.

Primeiras impressões: Uma das primeiras coisas que amei no livro foi a aparição do Grand Moff Tarkin, general responsável pela construção da primeira estrela da morte que ascendeu junto com o império lado a lado com Vader.
Bom, de qualquer forma, graças a maravilhosa aparição de Tarkin, Ciena e Thane decidiram se alistar na academia imperial, ele precisava de um co-piloto e ela de uma nave.
Além disso, o livro conta com alguns saltos temporais e em diversos momentos existe a aparição de Vader, Leia Organa e Luck Skywalker, ou seja, ter ali no livro os personagens fez com que a história fosse muito bem arquitetada, dando vida ao Império Galáctico e, por sua vez, mostrando o outro lado da moeda.

Impressões finais: Amei! Pois é, é generoso saber que mesmo do Dark Side não merecia ter sofrido o ataque do tamanho que foi a destruição da estrela da morte, além de uma leitura agradável e cheia de nova experiências, gostei de saber que nem todo mundo que trabalhava para o império era essencialmente malvado, pelo contrário, muitos ali apenas cumpriam ordem.
A autora construiu um mundo voltado a outra visão, a visão de duas crianças que cresceram sob as influências do Imperador e acreditaram que aquele lado da história era o certo.
Fiquei absolutamente impressionada com a leitura. Confesso que no começo achei que o livro não passaria de mais uma adaptação de Romeu e Julieta, mas (porque sempre tem um “mas”) o final também foi surpreendente e realista, o que me fez gostar ainda mais.
"Veja pelos meus olhos" - Ciena Ree

Sobre o autor: Claudia Gray é o pseudônimo de Amy Vincent, uma escritora Americana de romance paranormal, ficção jovem para adultos, mas conhecida pela série Evernight e seus romances Star Wars; Star Wars: Lost Star; Star Wars: Blood Line e; Leia Princess of Alderaan.




Desça já recomenda: Dorama The Miracle

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Sinopse: Como é possível que irmãs gêmeas sejam tão diferentes assim? Kwon Si Ah (Nahyn do SONAMOO) é a irmã bela, maravilhosa em todos os aspectos e membro da popular girl band Miracle Girls. Desde a pré-escola Si Ah trabalhava como modelo e também já foi um atriz adolescente antes de virar estrela da música. Sua irmã gêmea , Si Yeon (Hong Yoon Hwa), tem quase o dobro do tamanho de Si Ah e sempre ridicularizada, sofrendo bullying constante na escola por causa do seu corpo largo. Por isso, Si Yeon se tornou uma reclusa, que prefere ficar em casa e produzir um programa para a internet na segurança de seu quarto. Si Yeon só sai de casa para visitar uma misteriosa cartomante que dá a ela uma carta mágica de tarô todos os dias. Mas a vida das gêmeas fica de pernas para o ar quando acordam um dia e percebem que suas almas trocaram de corpos!


Eu nunca fui muito fã de doramas pelo simples fato de me enrolar bastante entre o que se fala e o que está legendado, sou tapadinha admito. Mas eu estava procurando algo para ver intercalo com as séries e resolvi me dar essa nova chance, afinal troca de corpos é bem clichê, mas a história parecia ter mais do que isso para mostrar.


Impressões: Acho que o que falei antes já poderia ser um início para as impressões, mas vamos lá! Essa história conta em 12 episódios que para mim fora bem curtinhos, é engraçada, fofa e viciante. Terminei de ver no mesmo dia que comecei, a ideia que eu tinha a principio se concretizou, era algo a mais do que apenas uma “sorte grande da garota que sofre bullying e tem seus dias de popstar” nem é uma gordofobia como muitas histórias retratam, pois a história não te faz pensar só em uma das irmãs, mas sim nas duas, nos pais exóticos que tentam sempre demonstrar afeto pelas pessoas que elas são e é claro pela pitada de romance adicionado ao todo. Enfim, com personagens cativantes e uma bela dose de humor este dorama mostra valores de vida, autoconhecimento e família super legais, como aprendemos algo quando simplesmente deixamos. Enfim não posso falar muito sem ser spoiler então melhor só dizer dêem chance a coisas novas e talvez aconteça o que rolou comigo. Você se surpreenda. Ah! E Hong Yoon Hwa amei você!


Trailer: Aqui (Infelizmente só encontrei a lengenda em espanhol, mas dá para entender)

Desça já Recomenda: Série Orphan Black

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Sinopse: Depois de presenciar o suicídio de uma mulher (que é exatamente como ela) em uma estação de trem, Sarah Meanning (Tatiana Maslany) faz o que qualquer um faria: assume a identidade da suicida para tentar resolver os próprios problemas financeiras. Mas logo ela descobre que está no centro de um mistério que vai mudar sua vida, quando se vê de cara com mais três mulheres idênticas a ela. Todas são clones, e precisam salvar as próprias peles enquanto tentam descobrir quem são os responsáveis pelos experimentos genéticos.

Gosto sempre nas minhas resenhas de contar como cheguei àquela leitura ou série e com Orphan Black não será diferente. A escritora Priscila Cruz e eu temos um gosto bastante peculiar, amamos todo o universo geek e já brigamos diversas vezes sobre quem seria o Batman. Então eu não poderia deixar passar uma indicação de série vinda dela que tem tanto bom gosto, não é mesmo?

Mentira. Ela me encheu o saco para assistir e eu fui né kkk


Impressões: A série começa com Sarah Manning roubando a identidade de outra mulher, a verdade é que Sarah foi adotada por Senhora S e deixou a filha pequena aos cuidados da mãe para que ela pudesse tentar tomar um rumo na vida, mas a garota é tão podre que pretende isso roubando a identidade de outra pessoa. O que Sarah não espera é que estará envolvida com toda a confusão de ter mulher clonadas idênticas a ela.
Amo o Felix, o personagem mais cativante da série inteira que é, também, irmão adotivo de Sarah.
Todos os personagens são incríveis, sempre tem aquele que você vai gostar mais ou que vai gostar menos, mas o que importa é que o enredo contruído foi tão perfeito que me fez engolir a série toda em um único final de semana de tanto que eu amei.
São cinco temporadas e o final é mais perfeito do que se possa imaginar. Não é romance, mas sempre tem aquela pitada de “hmmm romance”, o enredo é uma ficção científica abordando temas como família, relacionamentos, um monte de merda que as pessoas fazem na vida e coroada com um toque de clonagem humana deixando o mistério à flor da pele.
Helena é uma personagem que me encanta também, não posso falar muito sobre ela para não dar spioilers exceto que ela é louca e é ucraniana.
Série nota dez, vale muitíssimo a pena assistir cada episódio para quem curte esse estilo meio bugador de descobertas e ciência e suspense né!

Link para trailer: aqui




Resenha da antologia Zinescritos #02

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Sinopse: O Zinescritos é um coletivo literário independente, criado em 2015 por um grupo de amigos escritores, que buscam se reunir uma vez por ano para compartilhar sua paixão (além da oportunidade de fazer novos amigos).
Nas páginas deste zine encontram-se trabalhos de diversos gêneros da literatura em textos dinâmicos e divertidos, produzidos com o único propósito de valorizar a literatura brasileira em toda a sua diversidade.

 Como todos que nos seguem no Instagram, tanto o do blog quanto os nossos pessoais sabem que em outubro houve o Congresso Livro em pauta e eu com a Pink estávamos lá com a editora Andross para o lançamento de antologias que fizemos parte e no meio daquele mar de gente conhecemos o Daniel Constantini que junto ao Sandro G. Moura organizou essa pequena antologia que eu ganhei.

Ps: Por se tratar de uma coletânea de histórias não terá primeiras  e últimas  impressões com as resenhas  comuns.


O livreto conta com 10 contos em formatos e assuntos diferentes que vou explicar um pouco abaixo, mas tudo bem pouco para não escorregar no spoiler, ok?

Duas irmãs – Balthaazar Pacco: O conto iniciador contém notas de fantasia para narrar sobre a vida de duas irmãs logo após se tornarem órfãs e como passam a viver a posteriori. É encantador ver o quanto Distûmna e Yapapí são zelosas uma com a outra em discrepância com a realidade muitas vezes noticiada. O amor fraterno das duas é uma das coisas mais belas de se lê. Pois, não importa para aonde a maré as levem, o elo não é corrompido.

Irmãos. – Daniel Constantini: Se no primeiro havia só um toque de literatura fantástica, este é mergulhado nela o que dá para ser sentido graças ao narrador e o restante dos personagens não convencionais. Tudo gira em torno Fo encontro dos capangas de White Snake( Simon e Garfunkel) com Sabbath, convenço ser tapada e demorar algum tempo para sacar que apesar de falas e trejeitos humanóides eram animais. Porém, o que me chamou a atenção foi o bichano negro (Sabbath) ter um propósito que podia ter posto um fim em sua vida, no entanto o medo jamais o cegou. 

A solidão e a estátua – Hugo Sales: Vamos começar com uma frase que achei babadeiríssima:

“Você não pode excluir as pessoas da sua vida e esperar que ela não lhe virem as costas!”


Admito que foi o primeiro a me tocar de verdade, mas vamos a história depois minhas opiniões, a narração é melancólica como o estado  de espírito de quem a descreve, porém ele é um baú de lindos  e inteligentes ensinamentos com tudo na dosagem ideal. Mas voltando a voltar sobre a história o escritor não utiliza do fantástico para exprimir a perca de Laura. É belo ver o constaste entre o brilho da alegria da artista de rua e a tristeza de nosso contador. Não sei se foi proposital, no entanto me imputa uma sensação gostosa de há uma luz no final do túnel sempre. Se você não achou, faça como aquela musiquinha da Dory na animação Procurando Nemo: Continue a nadar para achar a solução.

Almas Gêmeas – Marcelo Aceti: Foi a primeira aparentemente em poesia; com um título altamente explícito, só posso dizer que os opostos se complementam.

Unidos. – Maurício Kanno: Voltamos com força para o mundo fantástico  com a história dos noivos Diana e Lucas, o final da história me lembra bastante um livro que li para a escola, Lendas Negras de Júlio Emílio Braz e Salmo Dansa.

Sobre todos os acontecimentos e respostas não dadas, a minha vida se fez – Rafaela Manicka: O texto apresenta Aberto Neto com sua crise de identidade que vai se aprofundando e tornando-se reflexivo sobre todos os que possuem nomes de pessoas importantes para seus familiares e/ou para si mesmo. Confesso jamais ter olhado por esta perspectiva que foi legal de conhecer e compreender, até me pus no lugar dele.

Que se faça a luz! – Sandro G. Moura: A distopia possui tantas referencias ao Rei Arthur de Howard Pyle, entretanto utilizando outro ser icônico da história: Merlin. Que agora se apresenta como um mago, mais sim o engenheiro-chefe da Casa Real de Camelot. O ponto de história é sobre uma das suas criações. Admito que esperava mais coisas a serem contadas.

Incêndio conflagrado – Stephanie  Santana: Uma publicação poeticamente bonita que não sei se li de forma errônea, mas consegui me confundir enquanto fazia a leitura, talvez fosse essa a ideia, no fim achei não sei certamente porque que tratava-se de uma fênix enamorado, não posso dizer que foi um dos contos que mais amei, mas apesar de me sentir perdida as vezes, eu curti. 

Sandro Lobo – Thiago Guilherme: O texto fala sobre o detetive particular que dá nome ao texto, o mesmo trabalha em São Paulo. Fiquei uma dúvida se o texto fala de um atormentado caso ou se Lobo pode ser considerado médium. Reli e cai nas mesmas questões, Por favor Thiago me dê uma luz!

Sociedade dos escritos mortos – Thiago Lee: Cara! Desculpa o palavrão, mas que ideia foda! Achei super interessante autores famosos e clássicos (como Tolstói e Shakespeare) convivendo numa espécie além-mundo e discutindo seus gostos literários, isso sim é fechar um livro com chave de ouro.


Sobre os autores:




PERDIDA – UM AMOR QUE ULTRAPASSA AS BARREIRAS DO TEMPO (autora: Carina Rissi)

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Sofia vive em uma metrópole, está habituada com a modernidade e as facilidades que isto lhe proporciona. Ela é independente e tem pavor a menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são os que os livros lhe proporcionam. Mas tudo isso muda depois que ela se vê em uma complicada condição. Após comprar um novo aparelho celular, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem ter idéia de como ou se voltará. Ela é acolhida pela família Clarke, enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de voltar para casa. Com a ajuda de prestativo Ian, Sofia embarca numa procura as cegas e acaba encontrando algumas pistas que talvez possam levá-la de volta para casa. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos.

Em uma madrugada qualquer terminei o livro Perdida da autora Carina Rissi. Eu tinha começado a leitura e esquecido o livro na casa de alguém. Enfim recuperado, consegui terminar aquelas páginas.
Devo dizer que Perdida é o primeiro livro de uma série com (até agora) quatro livros. (Perdida, Encontrada, Destinada e Prometida) e quando peguei este livro sequer imaginava que era uma série!
A Marina me indicou o livro e eu decidi dar início e confesso que não me arrependi.

Um pouco sobre a história: Sophia ama tecnologia e não se imagina vivendo em um mundo sem ela e principalmente, sem o seu amado celular. Logo que Sophia compra um aparelho novo ela percebe que foi jogada para outra época na qual a tecnologia simplesmente não existia e na tentativa de achar o caminho de volta para casa, acaba esbarrando em Ian, um cavalheiro educadíssimo que se dispõe a ajudar a garota mesmo não sabendo ao certo de que lugar ela veio.

Primeiras impressões: Sophia é alegre, engraçada, despreocupada e contagia todos por onde ela passa, mesmo não sendo alguém que nasceu há dois séculos atrás ela consegue chamar atenção e atrair olhares. Ian,  por sua vez é corajoso, destemido, e teve que cuidar da sua família e das posses muito jovem, um homem elegante e galanteador, além de ser absolutamente um lord, educado, refinado e de bom coração.

Impressões finais: O romance da autora Carina Rissi me tirou completamente do mundo real e me atirou em um brilhante conto de fadas moderno. Fora, o mero detalhe, que o livro preferido da personagem é Orgulho e Preconceito da Jane Austen, assim como o meu.



Sobre o autor: Carina Rissi é uma leitora voraz, sempre lê a última página de um livro antes de comprá-lo e tem um fascínio inexplicável pelo tema “amores impossíveis”. Vê nas obras de Jane Austen uma fonte de inspiração.

Apocalipse – Livro 02 da Série Herança de Sombras – autora: Juliana Bizatto

quinta-feira, 23 de novembro de 2017


"Às vezes a verdade é mais do que podemos suportar..."
Samantha sempre teve a impressão de que Benjamin era perigoso, Benjamin sempre teve certeza que seria perigoso... Para ela.
Samantha está prestes a descobrir a verdade sobre sua família! E ainda que Samantha desconfie que algo sobrenatural a ronde, jamais pensaria que poderia ser ela mesma.
Algo que Benjamin sempre soube desde que chegou a Tormento. Enviado pela Ordem de Caçadores de Bruxas, ele tinha um único propósito: encontrar quem seria o responsável pelas mortes e acidentes misteriosos na cidade. Porém, ele que não poderia imaginar que fosse se apaixonar à primeira vista pela principal suspeita.
Benjamin está convicto de que Samantha é a culpada, e mesmo que custe seu coração, agora ele e os outros caçadores estão prontos para invadir a ilha Hoffer.
Um acordo secular capaz tanto de proteger quanto destruir, uma vingança que ainda não tem permissão de ser cumprida, e uma nova vida repleta de obstáculos que vão desafiar sua própria noção de realidade aguardam Samantha e sua família em Apocalipse - Segundo livro da Série Herança de Sombras.
As nuvens em Tormento estão se alinhando para uma nova tempestade. Se Samantha precisa morrer, a caçada vai começar.
É difícil falar de um livro maravilhoso quando o primeiro também foi maravilhoso. Via de regra o primeiro é sempre melhor e as continuações não tendem a ser tão boas. O fato é que essa saga criada pela Juliana Bizatto sempre me impressiona! Eu já falei aqui no blog que morri de amores por Luxúria (primeiro livro da saga Herança das Sombras) e o segundo não deixou nada a desejar do primeiro, pelo contrário, a história só cresceu e se desenvolveu, se tornando cada vez mais atraente. (sem mais spoilers só queria lembrar que conhecer a Juliana foi uma das melhores coisas que me aconteceu nos últimos tempos).
Queria aproveitar a oportunidade para lembrar que  a Juliana e eu estamos fazendo lives compartilhadas no Instagram @hernaçadassombras e @thaiscgcaldeira . Para quem não sabe, são mini vídeos sobre nossos livros preferidos e outras coisas que gostamos, inclusive demos comentar um pouco sobre inspirações o que me da a ideia nesse momento de entrevistar a Juliana por lá, ou pelo Instagram @descajadaminhanuvem , então sugiro que acompanhem todos.
Por fim, devo dizer que engoli Luxuria e Apocalipse no mesmo dia e só faço isso quando o livro é realmente muito bom e instigante.

Bom, de mais a mais, vamos ao que interessa.

Um pouco sobre a história: Neste segundo livro da saga Herança de Sombras, (mas não menos importante que o primeiro) vemos um crescimento da Samantha como mulher, de todas as formas. O jeito doce que a garota escolhe se descobrir e descobrir, aos poucos, seus poderes. Claro que Samantha sempre vai contar com o apoio de Monica, sua melhor amiga, prima e fiel escudeira, o problema é que entre tantos acontecimentos, vemos uma Samantha um pouco mais isolada que o normal, já que suas primas acabam se afastando, talvez por ciúmes ou por não entenderem a nova realidade de Sam.
Claro, como já mencionado na primeira resenha sobre Luxuria (link aqui), Samantha vive em uma ilha com as primas, irmã, tias e avó. E nesse segundo livro que descobrimos que as Hoffer além de extremamente ricas, são também bruxas, na acepção literal do termo.
Então, finalmente, Samantha começa a irá, neste segundo livro, iniciar sua jornada de conhecimento pessoal e também explorar um pouco a história da família Hoffer rodeada de segredos e estranhos acontecimentos.
Além disso, Samantha, que até então namorava Martim se viu abalada por Benjamim e quando finalmente decidiu entregar seu coração ao garoto, além de levar uma bela surra de Martin teve o desprazer de perceber Ben como um possível inimigo.

Primeiras impressões: Primeiro, descobrir que Samantha é uma bruxa fez meu coração pulsar forte. Eu amo histórias de magia e tudo que é ligado ao misticismo. Além, obviamente, de um requinte de mistério.
Claro que o mistério todo da saga não gira em torno de saber ou não que Samantha é uma bruxa, mas sim em como ela vai lidar com tudo isso, além de descobrir coisas sobre sua família e amigos que antes ela sequer sonhava.
Além desses pequenos detalhes da vida de Sam, surge Benjamim, um garoto que até então se comprometia com Samantha pelo coração e, agora, se revela um possível inimigo da família Hoffer.

Impressões finais: Uma das coisas que eu mais gostei sobre esse novo livro foi perceber que Samantha, assim como a maioria de nós, mesmo tendo uma vida um pouco isolada e se sentindo um peixinho fora da água, quando descobre seus poderes e começa a querer controlá-los ela não fica absurdamente feliz ou se sente poderosa com isso, pelo contrário, ela só sente mais ainda que não se encaixa no mundo e se entristece por não poder ter uma vida normal.
Uma das minhas partes preferidas do livro é o encontro de Sam com Tui no mar, todas as vezes que os dois decidem largar o mundo pra lá e pegar uma onda faz parecer que é tudo fácil, como se fosse extremamente simples pular no mar e esquecer que os problemas existem ao menos por um tempo. A Samantha sempre tenta fazer tudo pelos amigos, deixá-los bem, ser uma boa ouvinte, sinceramente, senti pena dela nesse segundo livro quando os seus poderes, até então incompreendidos por ela, são também incompreendidos por sua família, gerando um ciúme ou desgaste natural na sua relação com as primas.
Diferente do primeiro livro, nesse segundo volume sabemos que a magia existe e vamos, junto com Samantha, aprender a lidar com ela.
E novamente o poder de persuasão da autora retratou que no fim das contas o que parecia uma descoberta cheia de magia desembocou em mais intrigas, mais aventuras e um requinte de crueldade (da Juliana, diga-se de passagem) com as idas e vindas de Sam e Ben.
Como já disse anteriormente, eu me apaixono por livros que trazem um epílogo bem construído com uma visão diferente sobre a trama e, como sempre, quis chorar e bater no Benjamin.
"Nada nunca volta ao normal depois de uma vez quebrado"

Outro detalhe importante, e esse é sobre Ben, é sobre as escolhas que fazemos, vi um garoto lutar entre o que sentia e o que julgava certo .

"Eu preferia morrer de tristeza do que por arrependimentos"

Obs: Senti meu nariz arder e coçar como quem segura um possível choro na cena final quando Samantha esfrega os olhos (sem mais delongas para não dar spoiler aqui. Só queria deixar registrado).

Sobre o autor: Nascida e criada em Jaraguá do Sul, Santa Catarina. Formou-se médica em 2010 pela Universidade da Região de Joinville e no programa de residência médica de ginecologia e obstetrícia na Maternidade Darcy Vargas em 2017. Apesar de que o apetite pela literatura tenha vindo cedo na forma de leitura, a escrita veio apenas mais tarde, sendo Herança de Sombras a primeira obra publicada aos seus 30 anos. Mãe do adorável Bernardo, reside atualmente entre Jaraguá do Sul e Tormento.

Um dia - David Nicholls

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Sinopse: Podemos viver toda a vida sem nos apercebermos de que aquilo que procuramos está mesmo à nossa frente.
15 de julho de 1988. Emma e Dexter conheceram-se na noite que acabaram o curso. No dia seguinte, terão de seguir caminhos diferentes. Onde estarão daqui a um ano? E no ano depois desse? E em todos os anos que se seguirão?
Vinte anos,duas pessoas, um DIA.

"Dexter se sentia incapaz de fazer qualquer coisa pensando que ela estava infeliz."

Como havia deixado claro faz um tempo tenho mania de ver filmes antes dos livros, gosto que um não estrague a magia do outro, afinal todas as artes são especiais. Eu me lembro de ter pegado para ver pela primeira de muitas vezes esse filme quando já estava começando e eu não fazia ideia sobre o que era só que tinha a Anne Hathaway que sou hiper fã, mas o final do filme eu sempre entendia diferente de todo mundo e foi assim que cheguei a um exemplar, não igual o de cima. Mas o que importa é o conteúdo. Vamos lá, partiu resenhar este livro!

O que achei do livro: Amei! Mas sério veja o filme antes, pois é bem ler com referências visuais, não falo só dos personagens, mas também das mudanças de 88/89 até os anos 2000 (pelo menos para a minha pessoa foi bem legal). Entretanto agora falando deste terceiro livro de David Nicholls e a única obra do autor que eu gostei até agora.
Iniciando pelos personagens centrais: a personagem da Emma super representa a gente, ficamos muitas vezes estagnados esperando algo de super extraordinário ocorra no nosso universo e caia de pára-quedas em nossas mãos; já Dex meio é aquilo que 9 em cada 8,5 pessoas querem da vida pondo a fé que sexo, fama e grana são a formula da felicidade. E isso faz com que os personagens não só bem estruturados, se tornem reais você pensa que vontade de bater neles e depois pense peraí me identifico o tapa devia ser em mim! Uma coisa que é ótima é perceber que diferente da cinematografia Emma tem uma vida e ela não gira por todo sempre em volta de Dexter.
Referências: O filme e cheio delas seja mostrando o que era sucesso em cada época do decorrer da história lhe pondo em cada “universo temporal” divergente afinal são duas décadas meu bem.
E por fim não é uma história que te poupa, toda ação tem uma reação, sem poupar os personagens ou o leitor. Deixando claro que, Dex e Em, Em e Dex é super real e possível que tenha acontecido, claro que não de forma semelhante à obra, porém bem perto disso!
 
"Você é linda, sua velha rabugenta, e se eu pudesse te dar só um presente para o resto da sua vida seria este. Confiança. Seria o presente da Confiança. Ou isso ou uma vela perfumada."
Primeiras impressões: Além da clara tensão sexual que havia entre os dois amigos, outra coisa que deu para sentir foi como os personagens eram bem construídos, não só Dex e Em com suas vidas contadas um dia por ano e sim todas as pessoas que passam ou ficam por suas vidas; Dexter quero te bater muitas vezes até agora!
Impressões finais: Sobre esta leitura que é uma das minhas favoritas da vida, acho que poderia falar várias coisas ou simplesmente deixar por conta dos Paralamas do sucesso com os versos de Cuide bem do seu amor
"Eu quero meu melhor amigo de volta, porque sem ele nada é bom e nada está certo."

Sobre o autor: 
Formado em literatura e teatro inglês, optou pela carreira de ator e recebeu uma bolsa na American Musical and Dramatic Academy de Nova York. De volta a Londres, atuou em espetáculos teatrais no Battersea Arts Centre, The Finborough, West yorkshire Playhouse e Birmingham Repertory Theatre. Entre uma peça e outra, em Londres, Nicholls trabalhava como vendedor na rede de livrarias Waterstone's, em Notting Hill. Após trabalhos freelance, conseguiu emprego como leitor de peças e pesquisador da BBC Radio Drama, o que o levou á edição de roteiros na London Week Television e na Tiger Aspect Productions. Nessa época, começou a escrever e adaptou a peça de Sam Shepard, Simpatico, que se tornou um filme estrelado por Sharon Stone e Nick Nolte, em 1999. 


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