Orgulho e Preconceito – livro e filme - Jane Austen

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Sinopse: Segunda obra publicada de Jane Austen, Orgulho e Preconceito foi terminado em 1797, quando a escritora ainda não tinha completado 21 anos. Foi lançado em 1813, e seguiu o sucesso de seu primeiro livro, Razão e Sensibilidade.
Em Orgulho e Preconceito, Elizabeth Bennet, segunda de 5 filhas de um proprietário rural na cidade fictícia de Meryton, lida com os problemas relacionados à educação, cultura, moral e casamento na sociedade aristocrática do início do século XIX, na Inglaterra. Como em toda a obra de Austen, o texto utiliza de uma fina ironia para retratar e criticar a hipocrisia moral da virada dos séculos XVIII e XIX.

Primeiro quero começar dizendo que este romance de época da Jane Austen é um dos meus livros preferidos no mundo todo, senão o preferido!
Eu li e reli duzentas mil vezes e assisti o filme tantas outras que sequer posso contar nos dedos. Estrelado por Keira Knightley, o filme me marcos demais. Ver meus personagens tão bem representados e aquele lindo do Matthew MacFadyen fazendo Sr. Darcy do exato jeitinho como eu imaginei o personagem fez minhas pernas tremerem.

Um pouco sobre a história: Da autora Jane Austen, Orgulho e Preconceito se passa na Inglaterra no final do século XVIII (18). Naquela época, uma mulher sem dote, dificilmente crescia socialmente e ascendia na sociedade. Elizabeth Bennet, uma garota de 20 anos, é feminista, esclarecida, inteligente e liberalista, ela sabia que precisaria se casar com um bom partido mas ela buscava, de fato, o amor.
Sr. Darcy (Fitzwillian Darcy) era um nobre da elite de Londres acostumado a conviver com pessoas do mesmo nível social que ele. Em uma festa, Sr Darcy conhece as irmãs Bennet e logo as descarta como possíveis pretendentes e Elisabeth percebe que o Sr. Darcy era a pessoa mais orgulhosa que ela já havia conhecido, passando então a não suportá-lo.
Bingley e Jane (amigo de Darcy e irmã de Elizabeth) ficam cada vez mais próximos, fazendo com que Darcy e Elizabeth também se aproximem. As opiniões de ambos era bastante controversas e Elisabeth acabou por criar uma certa intolerância ao Darcy. Com o tempo eles começam a se "aceitar" mais.

Primeiras impressões: Sabe aquele livro que toda vez que você vê uma edição diferente você quer comprar? Ok, acho que sou uma das poucas pessoas com esses probleminhas...
A verdade é que "Orgulho e Preconceito" é sim meu livro preferido em todo o mundo.

O romance protagonizado por Elisabeth e Sr. Darcy é moldado de acordo com a sociedade em que viviam os personagens é realmente encantador. Sr. Darcy foi meu par romântico literário por muitos anos e, posso dizer, sem sombra de dúvidas que ainda é. Um homem forte, orgulhoso porém apaixonado e Lizzy, uma mulher com convicções muito assíduas e de opiniões extremamente revestidas de argumentos. A leitura de Jane Austen sempre me brinda com calor, paixão, amor e um pouco de briga social.

Em vão tenho lutado comigo mesmo; nada consegui. Meus sentimentos não podem ser reprimidos e preciso que me permita dizer-lhe que eu a admiro e amo ardentemente.

Impressões finais: Jane merece ser lida por qualquer pessoa, e Orgulho e Preconceito merece ser o livro de cabeceira de mais algumas pessoas como é o meu.

São muitos os meus defeitos, mas nenhum de compreensão, espero. Quanto a meu temperamente, não respondo por ele. É, segundo creio, um pouco ríspido demais… para a conveniência das pessoas. Não esqueço com facilidade tanto os disparates e vícios dos outros como as ofensas praticadas contra mim. Meus sentimentos não se manisfestam por qualquer coisa. Meu temperamento poderia talvez ser classificado de vingativo. Minha opnião, uma vez perdida, fica perdida para sempre.


Trailer:

Sobre o autor: Jane Austen (Steventon, Inglaterra16 de dezembro de 1775 — Winchester, Inglaterra, 18 de julho de 1817) foi uma proeminente escritora inglesa. A ironia que utilizou para descrever as personagens de seus romances a coloca entre os clássicos, haja vista sua aceitação, inclusive na atualidade, sendo constantemente objeto de estudo acadêmico, e alcançando um público bastante amplo.
Nascida em Steventon, Hampshire, de uma família pertencente à nobreza agrária, sua situação e ambiente serviram de contexto para todas as suas obras, cujo tema gira em torno do casamento da protagonista. A inocência das obras de Austen é apenas aparente, e pode ser interpretada de várias maneiras. Os meios acadêmicos a têm considerado uma escritora conservadora, apesar de a crítica feminista atual reconhecer em suas obras uma dramatização do pensamento de Mary Wollstonecraft sobre a educação da mulher.

O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry

terça-feira, 7 de agosto de 2018


Sinopse: Um piloto cai com o seu avião no deserto e ali encontra uma criança loura e frágil. Ela diz ter vindo de um pequeno planeta distante. E ali, na convivência com o piloto perdido, os dois repensam os seus valores e encontram o sentido da vida. Com essa história mágica, sensível, comovente, às vezes triste e só aparentemente infantil, o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry criou há 70 anos um dos maiores clássicos da literatura universal. Não há adulto que não se comova ao se lembrar de quando o leu quando criança. Trata-se da maior obra existencialista do século XX, segundo Martin Heidegger.


É quase impossível, não saber do livro ou não conhecer uma ou outra frase como: “O essencial é invisível aos olhos, e só se vê bem com o coração.” ou “Tu te tornas eternamente responsável por aqui que cativas”. Ouvia indicação por toda parte, amigos, televisão, redes sociais e até numa campanha publicitária de calçados (que eu cheguei a até ter), sempre deixei para a próxima vez que fosse a livraria eu compraria até a minha anjinha e amor da vida, Dona Ivete (lê-se: Minha mãe) me comprou e cá estamos nós!


Quando a gente anda sempre para frente, não pode mesmo ir longe...”.

O que achei do livro: Posso falar que é foda aqui? Ops! Já saiu.
Antes de finalizar essa leitura, eu ensaiei ler, mas longo parava seja por sono (lê-se: preguiça) ou até porque não achava meio brisado alguém achar tantas reflexões num livro com tanta cara de algo para crianças, porém levei um belo tapão, já que eu parecia a louca do marca texto kkkk e também fez minha cabeça rodar em pensamentos, de como somos confusos e sem sentido. Que todas as personagens são partes de nós, ora somos melancólicos resolvendo problemas com fuga seja na bebida, trabalho ou nisso aí que acabou de pensar, ora julgamos as pessoas, sem nem mesmo notar, por seus modos, vestimentas ou cultura.
Mas tudo passa, é ciclo, já pensou que coisa maravilhosa ter a oportunidade de fazer tudo diferente? De ser várias coisas e ao mesmo tempo único tanto para si mesmo quanto para quem o rodeia e lhe tem amor assim como você possui tal sentimento por ele? Enfim, o Pequeno Principe é um livro que não dá para se ler só uma vez e nem é livro de se ter só uma conclusão, te indico pegar e consumir. Ah! Qualquer coisa me chama aqui embaixo para debatermos, ok? J


Primeiras impressões: O começo e até mesmo a dedicatória faz com que pensemos na nossa infância, tudo era simples nem o fato de não entenderem o que queríamos expressar, tudo era um rabisco ou tinha um sentido diferente para adultos.
Impressões finais: Eu queria colocar aqui várias frases da sabia raposa. Acho que apesar de ser uma pessoa inteiramente igual a outras cem mil e ela ser apenas um personagem entre cem mil outros personagens que tive o prazer de ter contato, ela me cativou sendo assim única para mim no mundo.

É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas.”
Trailer: O livro recebeu algumas animações, porém a mais recente possui um trailer lindo que você confere aqui. Poderia falar do cinema versus a literatura, mas vamos nos ater a um lado só.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.

Sobre o autor:
Foi um escritor, ilustrador e piloto da Segunda Guerra Mundial, terceiro filho do conde Jean Saint-Exupéry e da condessa Marie Foscolombe. Apaixonado desde a infância pela mecânica estudou a princípio no colégio jesuíta de Notre-Dame de Saint-Croix, em Mans, de 1909 a 1914. Neste ano da Primeira Guerra Mundial, juntamente com seu irmão François, transfere-se para o colégio dos Maristas, em Friburgo, na Suíça, onde permanece até 1917. Quatro anos mais tarde, em abril de 1921, Antoine inicia o serviço militar no 2º Regimento de Aviação de Estrasburgo, depois de reprovado nos exames para admissão da Escola Naval.

Alcateia de Glauco J. S. Freitas

terça-feira, 31 de julho de 2018

Sinopse: "Vem Lobo! Coroa-te no sangue dos apressados!" 
Rituais de morte se espalham pela cidade de Curitiba e cabe ao Investigador da Homicídios, Flávio Patrezzi, impedir a propagação do horror  causado pela Alcateia. A ajuda de seu consultor, Alexandre Matsui, será imprescindível para que encontrem os responsáveis por estes crimes bárbaros numa caçada que os levará aos corredores labirínticos do próprio Inferno.

As redes sociais são ótimas para falar com vocês e também para conhecer editoras, livros etc. Foi assim que conheci algumas na verdade quase todos parceiros do blog Enfim, assim que percebi se tratar de algo com homicídios , por  mais que nos últimos tempos tem lido livros mais românticos é o sangue e temas incomuns que me atraem. Então foi assim e com ajuda de um post que o autor me localizou.

O que achei do livro: De inicio acreditava ser mais uma história policial com um ar de mistério que como minha amada literatura escandinava, todavia esta aventura além de ter me surpreendido com cenário brasileiro (perdão, mas não conheço muitos livros contemporâneos que se passam aqui) me surpreendeu com tudo na verdade. A obra sobrenatural que me parece baseada em crenças, mitos, lendas, que formam uma quebra-cabeça formidável, é completamente nova em seu formato pelo menos para mim, amei a cumplicidade e confiança entre o investigador Patrezzi e o consultor paranormal Matsui, assim como apesar de haver uma história maior, o livro é repleto de microestórias que dão a errônea sensação de serem avulsas (como havia dito anteriormente), fora as questões pessoais que humanizam os personagens os tornando mais palpável ao leitor.
Obs: Se você só leu as primeiras cenas e ficou com medinho, somos duas, bebê, no entanto continue você vai notar que tratasse apenas da apresentação de toda a idéia que vai sendo desenrolada durante o livro todo.

Primeiras impressões: Confesso que ter ficado confusa e ao mesmo tempo intrigada, mas não pude deixar de notar que as primeiras folhas me recordaram bastante uma lenda urbana famosa no Japão chamada Kuchisake Onna por uns traços peculiares — porém durante a montagem desta resenha li em um site que o autor sofre influência da cultura japonesa, então talvez fosse proposital—.
Impressões finais: É nítida a riqueza de detalhes e como caminha por folclores, te desafio achar algum e vir aqui contar!
Curiosidades:
ü  As explicações de cada símbolo que põem a capa pode ser encontrado no booktrailer 
ü    Em conversa com o autor de Alcateia soube que o prólogo da ficção foi baseado em algo que realmente aconteceu então se preparem para baseado em fatos reais, bebê!

ü  Esta capa apresentada é na verdade a segunda oficial da obra.

Sobre o autor: Glauco J S Freitas tem 27 anos e reside em Curitiba, onde nasceu. Chegou tarde à literatura, quando conheceu “O Último Reino”, da série Crônicas Saxônicas de Bernard Cornwell, que é, até hoje, seu autor favorito, mas não esconde a forte predileção pela ficção fantástica japonesa. Não demorando a escrever as próprias histórias, sempre voltadas à ficção fantástica e suas mais diversas vertentes. Inicialmente com o lançamento da fantasia urbana/terror A Alcateia, sua carreira literária contará ainda em 2017, com uma fantasia épica inspirada no folclore nacional: O Exército de Imortais lançado pela Editora PenDragon.

O bosque das Faias de Amanda Bonatti

terça-feira, 24 de julho de 2018

Sinopse: Joana é uma jovem francesa criada no seio de uma família pertencente à burguesia do século XIX. Ela lura pelo direito de liberdade; no entanto, em uma época em que os pais ditavam as regras e firmavam acordos nupciais unicamente baseados em dotes e interesses, ela precisará usar de toda a sua força e rebeldia para alcançar o que quer.


 Em parceria com a nossa querida The Books que me presenteou com o e-book falado, esperando que a experiência fosse boa, afinal estava em um seguimento que nunca havia tentado ler por não ser meu gosto pessoal ou zona de conforto, meu primeiro romance de época. Anseio para que possa fazer uma resenha bem informativa, no entanto sem qualquer spoiler.



O que achei do livro: De inicio pelo costume o comparei com livros, filmes e series de época como, por exemplo, A megera domada [1]de Wilian Shakespeare, onde Catarina seria Bianca e  Bianca todas as outras Hour inicialmente. Mas com tempo todos os personagens se tornam importantes, singulares e me fizeram transitar pela história além pensar sobre o que rolava naquela época histórica. A leitura foi gostosa com um belo vocábulo, era rebuscado outrora não. Tudo parecia bem realista em boa parte da vida literária daquelas famílias, sofri com as angústias me pegava brigando com os personagens ou aconselhando kkkkk e para variar, só que não eu me apaixonei por personagens secundários: Rebecca Hour, Patric e Johan Motier. Me julguem pelo último! Acho que deu para notar meu veredicto: Amei, é fantástico!

“— Bela? Eu a vejo e não vislumbro nada de belo. Apenas uma carcaça que abriga uma alma maldita e imperfeita.”

Primeiras impressões: Tem bons ganchos apesar das histórias vista com clichê, mas romance em geral é!
Impressões finais: Amei o quanto o livro foi trabalhando os personagens do enredo, por as irmãs Hour que de inicio parecia uma grande massa igualitária, contudo o tempo cada uma delas receberam e fizeram bom uso de suas personalidades.
Curiosidades: Existe um livro com Johan Motier em destaque ainda maior e se chama Um amor para Johan.

“Só por isso era difícil ouvir a razão. Já a emoção, que é responsável por fazer dos apaixonados verdadeiros seres insanos.”

Sobre a autora: 
Amanda Bonatti nasceu em Rio do Oeste, SC em 7 de janeiro de 1987. Ainda criança mudou‒se para Itajaí, onde vivi até me tornar adulta. Hoje reside em Balneário de Piçarras (uma linda e pequena cidade no litoral de SC). Formada em Pedagogia e em Letras. Atuou por 9 anos na área da Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental, mas hoje dedica‒se apenas a escrever, revisar e ser mamãe em tempo integral. Escritora, poeta, autora de 3 livros Publicados:
Ah!mar Itajaí (poesia), S.O.S Mamãe de primeira viagem (Chick-Lit) Vencedor do prêmio Brasil entre palavras (2016) Melhor Chicklit. Lágrimas de Outono (Romance espírita). Vencedor do prêmio Brasil entre palavras (2016) Melhor Drama.



[1] Nesta comédia de Shakespeare, Batista é um rico mercador, pai de duas garotas: Catarina e Bianca. Quando Batista decide que sua filha mais velha, a megera Catarina, deverá se casar antes de Bianca, os pretendentes da caçula promovem várias artimanhas. Um deles propõe a Petrúquio, recém-chegado à cidade, que peça a mão da megera. Pensando em se dar bem financeiramente, Petrúquio aceita a proposta. Com calculadas estratégias, Petrúquio vai domando Catarina, enquanto Lucêncio conquista o amor de Bianca.

A seleção - A Elite – Kiera Cass Livro II

terça-feira, 10 de julho de 2018

Sinopse: A Seleção começou com 35 garotas. Agora restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Mas sempre que vê seu ex-namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda e se esforçando para protegê-la, ela sente que é nele que está o seu conforto. America precisa de mais tempo. Mas, enquanto ela está às voltas com o seu futuro, perdida em sua indecisão, o resto da Elite sabe exatamente o que quer e ela está prestes a perder sua chance de escolher.


Exatamente assim que terminei de lei A Seleção da autora Kiera Cass e primeiro livro da série, comprei a versão digital de A Elite e li no mesmo dia (madrugada, no caso).
Eu me apaixonei pela Seleção como um ser humano ordinário seria capaz de se apaixonar por uma colherada de um delicioso sorvete de flocos.
Resenha de A Seleção aqui.



Um pouco sobre a história: America, que sempre teve certeza de que amava Aspen, depois de alguns trâmites do destino, acabou indo para Seleção de Maxon e ao conviver com o príncipe criou-se um forte laço de amizade, sendo capaz de ver as coisas que aconteciam no país de um outro ponto de vista, dando a ela finalmente a oportunidade de se questionar, caso fosse a escolhida, se teria capacidade de assumir um lugar na sociedade como princesa de Illea.
Os laços entre América e a demais selecionadas começam a se estreitar nesse segundo livro da saga e a rivalidade entre elas se torna mai visível e áspera. Confusa sobre o que sente por Aspen e Maxon, América decide que o momento é de se resguardar, mas, para sua sorte (ou azar) Aspen agora é funcionário da guarda real.

Primeiras impressões: Diferente do primeiro livro, nesse tomo vemos uma América mais envolvida com o país e a percepção dela que suas escolhas podem afetar muito mais do que ela mesma ou a família. América decide que sua posição pode ajudá-la a brigar pelos menos afortunados e usa dessa posição o que acaba a comprometendo na seleção do príncipe Maxon.

Impressões finais: Outros personagens, que até então eram secundários, ganharam maior destaque na história. A Kriss e a Celeste foram as Selecionadas que mais apareceram e podemos observar em cada um delas coisas que em um primeiro momento passaram despercebidas. Celeste inclusive se forma como a antagonista da trama o que deixa o clima um pouco mais hostil. Um dos principais pontos com relação ao Maxon que foi possível ver em "A Elite" foi a sua maneira diplomática de tentar resolver os problemas, completamente diferente de América que age com paixão. Sua postura diante de momentos decisivos mostrou a força do futuro rei, o rei que Iléa precisava. Neste livr, também, conhecemos mais sobre ele e sua vida dentro dos muros do palácio além da sua relação conturbada com o pai além de mais atuação no cenário político e os planos que ele tem para resolver o problema dos rebeldes.

Sobre o autor: Kiera Cass nasceu na Carolina do Norte, Estados Unidos, no dia 19 de maio de 1981. Após o ensino médio estudou Teatro, Musica, Comunicação e por fim formou-se em História. Seu primeiro romance “The Siren” foi publicado em 2009, mas não teve grande repercussão.

Reino das vozes que não se calam – Carolina Munhóz e Sophia Abrahão

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Sinopse: O coração começava a parar e ela perdia a consciência. Conforme afundava de olhos abertos, via as crianças daquele santuário. Ninguém entenderia sua decisão. Os pais e amigos ignoraram seus diversos apelos. Os seres mágicos também fecharam os olhos e ouvidos para as vontades dela. Queria viver no Reino. Estar em um lugar onde seria sempre querida. Por isso tomara a decisão drástica. Precisava dormir eternamente. Ansiava por sorrir para os sereianos e dizer que estava tudo bem, que tudo daria certo. Nos contos de fadas era assim...

Este livro peguei com a linda da Camila, descobri que ela tem uma seleção bem legal de livros e muitos deles ainda não tenho na minha estante.
Eu já falei algumas vezes aqui que não gosto de ler livros emprestados ou e-book porque gosto de ter a estante recheada, e salvo raras exceções, quando leio algum e-book ou livro emprestado que me interessa muito acabo comprando depois só para ter mesmo (e por sinal leio de novo o que me toma um certo tempo de ler algumas coisas que ainda tenho pendente).
A princípio escolhi esse livro pela capa mesmo, e nem sequer fazia ideia de que era uma obra da Carolina Munhoz e da Sophia Abrahão (atriz).
Mas vamos ao meu primeiro livrinho emprestado do ano (que eu já devolvi com muito amor e cuidado).

Um pouco sobre a história: O Reino das Vozes que não se Calam, conta a história de Sophie, uma garota que além de fugir dos padrões de beleza atuais é constantemente taxada de anoréxica. Sophie, contudo, não era exatamente uma menina isolada de todos, talvez por ter Anna na ua vida, sua melhor amiga, extrovertida e popular.
Sophie insiste em dizer que vive em um mundo cinza, acho até cruel dizer isso com a cor cinza já que é minha cor preferida, mas verdade seja dita, ela sempre está intimamente ligada a tristeza (o que eu não concordo).
A história de Sophie no Reino dos sonhos começa quando ela sofre uma enorme humilhação pública em uma festinha com os amigos da escola e durante o sonho acaba embarcando em uma jornada para um reino mágico, onde todas as pessoas a ama e a aceitam do jeito que ela é.
O reino das vozes que não se calam é colorido, alegre, repleto de animais encantados e magia, além de uma família maravilhosa da qual ela supostamente é descendente pronta para te dar todo amor e atenção que tanto lhe faltava.
Será que Sophie terá coragem de deixar tudo o que ela conhece para trás?
Entre suas idas e vindas do reino da fantasia, Sophie conhece Leo, um menino nerd que tem uma banda de rock, clichê? Talvez um pouco, mas a verdade é que Leo, junto com Mônica, uma garota que se tornará amiga de Sophie, podem fazer ela mudar de ideia sobre esse tão sonhado reino mágico.

Primeiras impressões: Já nas primeiras páginas me apaixonei pela história. Primeiro porque o livro aborda um tema tão atual como o bullying, mas vislumbrado de uma outra forma, sem aquele drama, criancinhas se cortando, achando que a vida não tem valor nenhum. No caso de Sophie, a vida dela é bastante sem graça, mas ela não se incomoda com isso, a diferença é que ela fica encantada com uma possibilidade melhor.
Não faz o tipo de personagem que acha que o mundo é horrível e por isso quer morrer, pelo contrário, Sophie busca alegria, busca cor onde não tem cor, ela enxerga todo o leque de possibilidade em torno dela e isso fez, ao menos para mim, a história ser tão cativante a ponto de que eu devorasse o livro.

 Ninguém pode fazer outra pessoa feliz. Nós precisamos encontrar a nossa própria felicidade. Eu nunca achei que fosse digna de ser feliz. Esse sempre foi o grande problema.”

Impressões finais: Maravilhoso. É um livro infanto-juvenil então se vocês não gostam de livros nesse estilo talvez nem precisem se arriscar no Reino das vozes que não se calam. Contudo, eu sugiro que leiam, muitas vezes conhecemos alguém que pode passar por problemas semelhantes aos de Sophie e, talvez, a nossa pessoa não saiba lidar tão bem com o mundo como a Sophie.

“Desde a primeira vez que a vira, sabia que ela era como um passarinho com asas quebradas. Não queria conserta-las, mas gostaria de tentar encorajá-la a se curar e voar.”

Sobre o autor: Carolina Munhóz Honório é uma jornalista e escritora brasileira, com obra direcionada ao público infanto-juvenil. É integrante do site Potterish, um portal voltado para o universo Harry Potter.
Sophia Sampaio Abrahão, é uma cantora, apresentadora, modelo e atriz brasileira. Atuou na sua primeira novela em 2007, quando interpretou a patricinha Felipa na 15ª temporada de Malhação e agora lança seu primeiro livro em parceria com a autora Carolina Munhoz.

1808 – Laurentino Gomes

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Sinopse: Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil é um livro de história do Brasil e Portugal escrito por Laurentino Gomes e publicado em 2008 sobre a transferência da corte portuguesa para o Brasil, ocorrida em 1808.

Janaína me indicou esse livro, disse que adorou mas também não me explicou muito bem, ai comprei deu aquela bela lida na sinopse e me interessei, vamos lá...

Um pouco sobre a história: Em 1807 Napoleão Bonaparte, que estava em guerra com a Inglaterra, declarou o Bloqueio Continental, mediante o qual nenhum país europeu poderia comercializar com a Inglaterra.
Portugal decidiu por sua conta e risco manter os tratados de comércio com os ingleses e então Napoleão orquestrou a invasão a Portugal. Nesse passo a família real portuguesa veio fugida para o Brasil, que era sua maior colônia, levando com eles toda a riqueza do país, deixando quem lá ficou absolutamente miserável.
Em 1808, a corte chegou ao porto de Salvador. Os navios foram abastecidos, permitindo a continuação da viagem rumo a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. D. João anunciou a Abertura dos Portos, acabando com o Pacto Colonial. 

Primeiras impressões: A narrativa chega a ser cômica quando se trata da vinda da família portuguesa para o Brasil.De um lado tinha a corte que se julgava no direito de mandar, governar e distribuir privilégios e do outro tinha uma colônia que já era mais rica que a metrópole, mas era desprovida de educação e refinamento (Brasil).
Logo no início do livro o autor conta que ao fazer pesquisas percebeu que no Rio de Janeiro praticamente não houve conservação histórica do período, talvez pelo tanto que a vinda da família real decepcionou a nós como colônia, contudo, podemos verificar mudanças importantes no rumo da história do país, sobretudo porque antes de 1808 o Brasil era um aglomerado de capitanias cada uma com seu governante e independentes entre si e com a chegada de D. João finalmente fundiu-se em um país, tendo trabalhado na construção de estradas, unificação de exércitos e melhoria nas comunicações.
Além disso, o tráfico de escravos envolvia centenas de navios dos dois lados do oceano Atlântico sendo que os traficantes eram empresários ricos e tinham influência na sociedade e nos negócios do governo.

Impressões finais: Logo que comecei a leitura eu ri demais, nunca vi ou ouvi alguma menção histórica à família real Portuguesa que não fosse cômica.
A narrativa é simples, gostosa e diferente, com um toque de aventura em casa página.

Sobre o autor: Laurentino formou-se em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná, possui pós-graduação em Administração de Empresas pela Universidade de São Paulo e fez cursos tanto na Universidade de Cambridge como na Universidade de Vanderbilt.
Trabalhou como repórter e editor para vários órgãos de comunicação do Brasil, incluindo o jornal O Estado de S. Paulo e a revista Veja.
Tornou-se famoso como escritor graças à sua autoria do best-seller 1808 - Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil, livro que narra a chegada da corte portuguesa ao Brasil. Em 2008, o livro recebeu o prêmio de melhor ensaio da Academia Brasileira de Letras e da 53ª edição do Prêmio Jabuti de Literatura na categoria de livro-reportagem e de "livro do ano" da categoria de não-ficção.
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